OURO DE TOLO
Bom... depois de um tempinho sem publicar eis que surge um assunto: O OURO DE TOLO (rsrs). Recebi no meu e-mail uma mensagem de um site de vagas para estágios e empregos... Era a oferta de um "estágio"... eu na verdade estou em outra "fase": agora procuro por um "emprego"... mas a curiosidade falou mais alto e fui ver do que se tratava. O primeiro "pré-requisito" do anúncio dizia o seguinte: "Estar cursando penúltimo ou último ano de Jornalismo ou Relações Públicas em universidades de 1ª linha"... bem... não consegui ler o resto... na verdade me inscrevi para a vaga somente para que eu tivesse acesso ao endereço eletrônico do recrutador. Chegando ao meu objetivo, escrevi o texto abaixo... talvez ninguém leia... mas pelo menos "desabafei":
Olá,
Gostaria de fazer uma CRÍTICA CONSTRUTIVA. O recrutador colocou entre os requisitos no anúncio da vaga para estagiário de jornalismo ou relações públicas a preferência por estudantes de "universidades de 1ª linha". Discordo por dois motivos desta "in"feliz colocação: 1ºQUEM FAZ A UNIVERSIDADE É O ALUNO e não somente a empresa "universidade". Além de ter sido estudante de jornalismo sou pedagoga formada em universidade pública e sei bem o que estou afirmando; 2º este tipo de anúncio pode ser caracterizado como PRECONCEITO, visto que as universidades das outras "linhas" também são compostas por docentes e discentes comprometidos com o CONHECIMENTO. Só um lembrete: muitas vezes os mesmos professores das universidades de "primeira linha" também atuam nas tão repudiadas instituições de "segunda linha". Só uma dúvida: que lente está sendo utilizada para mensurar ou classificar a linhagem das universidades?
Nada me deixa mais "boquiaberta" do que chegar em SÃO PAULO, centro empresarial e industrial do país, e ver estudantes de universidades de "primeira linha" cometendo erros grosseiros de português, por exemplo. Digo isso com conhecimento de causa, pois moro na capital paulista há 2 anos e atualmente trabalho em uma emissora de televisão nacional. Outra: nada me deixa mais "boquiaberta" do que ver profissionais da área de recrutamento de empresas (com certeza todos formados em universidades de primeira linha) vestidos com a "armadura" do PRECONCEITO e EXCLUSÃO.
Acho que não me enquadro em nenhuma universidade de "primeira linha", pois iniciei o curso de jornalismo na universidade "federal" no meu estado no nordeste e concluí em uma particular de SP. Porém, modestamente confesso: meus conhecimentos adquiridos por esforço e interesse próprios, somados aos ensinamentos das instituições pelas quais passei, fizeram-me perceber o que o "marketing" é capaz de fazer com o "produto" educação... o que a falta de EDUCAÇÃO, no sentido completo da palavra, é capaz de fazer com sociedade... o que a falta de um olhar crítico de alguns é capaz de fazer com cidadãos verdadeiramente comprometidos com o estudo e o trabalho. Não estou interessada nesta vaga da "Anglo American", afinal minha vida de estagiária de Jornalismo chegou ao fim, mas modestamente considero-me uma PROFISSIONAL DE COMUNICAÇÃO: JORNALISTA (CAIXA ALTA MESMO). Penso que os recrutadores poderiam ter mais cuidado ao enunciar suas vagas, e consequentemente selecionar (?) os seus profissionais. Espero que todos os “sortudos” de "primeira" linha realmente façam jus ao tão elevado grau de competência que esta empresa está apostando. Termino esta crítica com duas frases muito usadas, que se encaixam perfeitamente aonde quero chegar: "nem tudo que reluz é ouro"... "o essencial é invisível aos olhos".
Escrito por Micheline Galvão às 19h25
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Brasil
"O avião derrapa na pista inacabada... Não freia porque o reverso está quebrado...
Bate no prédio e no posto de gasolina que estão estrategicamente localizados na área de escape do aeroporto...
Explode às 18h48, hora do rush em plena Av. Washington Luís, uma das mais movimentadas de São Paulo... Morrem 199 pessoas...
E sabe quem vai preso? O dono do puteiro..."
(Autoria desconhecida)
Reflexão minha:
Não defendo Oscar Maroni, o acho até um pouco prepotente. O cara simplesmente enfrentou prefeito, polícia, justiça. Tudo depois do acidente com o avião da TAM, quando Gilberto Kassab, em entrevista ao jornal local da Globo em São Paulo, disse que pretende rever o plano diretor do município, principalmente na região de Congonhas, e citou o Hotel em construção do tal empresário. O prefeito foi claro: vai ser demolido se constatadas irregularidades, pois o Hotel foi construído muito próximo ao aeroporto. Pronto. Foi o fim da paz e o começo de uma longa e cômica, se não fosse trágica, disputa pelo "EGO", procura de "culpados" pelo acidente... Oscar Maroni fez questão de colocar a boca no "trombone" literalmente. Chamou imprensa, serviu pizza aos repórteres, falou no megafone no meio da rua, em frente ao seu Hotel em construção. A torre fica ao lado de uma "boate"... uma casa de "diversões para maiores" que também é um de seus "empreendimentos". Em entrevista Maroni foi sincero: admitiu que a boate funcionava como uma casa de prostituição e emendou um "Não sejamos hipócritas!" A sinceridade lhe rendeu "prejuízos": o estabelecimento foi lacrado e a perseguição aumentou. Na verdade a declaração foi a gota d’água. Entrou Ministério Público, além da Prefeitura. Imediatamente surgiu na mídia uma denúncia que estava sendo investigada há anos... fui na sede das promotorias em São Paulo entrevistar o Promotor que chamou um batalhão de repórteres pra uma coletiva... perguntei pro promotor por que "só agora" a Justiça decidiu se mexer. A "autoridade" não gostou muito, mas me disse que as investigações estão sendo feitas desde 2001...2002... Bom, se estava sendo feito antes, não importa, mas acharam o "culpado" pelos problemas de Congonhas só depois da morte de 199 pessoas... isso é fato! O Airbus da TAM com o reverso quebrado, a pista de Congonhas inacabada, a Infraero, a ANAC.... o LULA... ninguém mais foi responsabilizado porque Maroni foi capturado! Antes de ser preso ele ligou pra redação da TV onde trabalho.... atendi... ele foi até grosso: "minha filha quero falar com o repórter fulano de tal"... fui educada, consegui o telefone do repórter pra ele.... Dias depois estava eu em frente ao prédio onde Maroni mora na Zona Sul da cidade... (pense num "1 por andar"!?) esperando o dono do Hotel ser preso, passei o dia quase todo lá em frente, jogando conversa fora com os outros colegas da imprensa e nada. Maroni ficou foragido por uns dias... mas a polícia conseguiu prendê-lo num flat da metrópole. Oscar foi preso e o grande problema de Congonhas continua. Com uma pitada de exagero posso afirmar: o cara é um "mártir"... simplesmente. As autoridades conseguiram desviar a atenção para um "personagem" desse grande circo onde as pessoas não estão gostando nada nada das piadas. Nada nada do "espetáculo". Nada nada dos "palhaços". Queria me retirar antes do fim, mas ainda ficarei atenta, pra saber se no final conseguem arrancar de mim algumas gargalhadas.
Escrito por Micheline Galvão às 09h23
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A resposta é uma pergunta
Saiu no ESTADÃO:
"Ao revogar a prisão preventiva do ex-governador do Maranhão, Gilmar Mendes considerou não haver elementos que indiquem a participação na suposta organização criminosa apontada pela Polícia Federal. O ministro ressaltou que a prisão cautelar que não respeita os requisitos legais "pode configurar grave atentado contra a própria idéia de dignidade humana". Gilmar Mendes afirmou ainda que o cerceamento de liberdade preventivo não pode 'constituir castigo ou punição àquele que sequer possui contra si juízo formulado'. Entre os argumentos para livrar o ex-governador, Gilmar Mendes sustentou também que não ficou evidenciada, 'ao menos à primeira vista', ligação entre o fato de José Reinaldo ter recebido um carro Citroën, no valor de R$ 110 mil, e a participação no esquema de desvio de dinheiro e corrupção. Segundo a Polícia Federal, o carro foi um presente do dono da construtora Gautema, Zuleido Veras, em troca de a empresa ter sido beneficiada em um contrato para pavimentação da BR-402. Pesou também em favor de José Reinaldo o fato de não ocupar mais cargo público."
Saiu no IMIRANTE, site do Grupo da Mirante (afiliada da Rede Globo no MA):
"Uma das características da “Operação Navalha” é o caráter suprapartidário. Saíram chamuscados da investigação políticos do PMDB, PT, PSB, PDT, PSDB, DEM, e PPS. O grupo do senador José Sarney (PMDB-AP) festejou a desdita de José Reinaldo e Jackson Lago, hoje os principais adversários do ex-presidente no Maranhão."
A título de informação o site Imirante é do grupo de empresas de Comunicação dos "Sarney" (leia-se: donos de pelo menos 80% dos maiores empreendimentos do Maranhão). Família composta pelo ex-presidente da República José Sarney, ex-governadora Roseana Sarney (aquela que renunciou às disputas à presidência da República quando a Polícia encontrou mais de um milhão de reais no escritório do marido dela na época da campanha. Da onde veio esse dinheiro??? Pelo menos 10 desculpas esfarrapadas foram ditas pela então quase "candidata"... rs!).... e tantos outros Sarneys que sentam nos bancos das Assembléias e Câmaras Legislativas....
No último ano, a então ex-governadora Roseana, concorreu novamente ao cargo mas foi derrotada por Jackson Lago, apoiado por José Reinaldo Tavares.
Só para não deixar de "informar" mais ainda: O estado do Maranhão, apesar de ser o "Berço" de um dos presidentes que governou o Brasil, é um dos estados mais pobres da federação.
Questionamento: por que não evoluiu???
Continuando.... Quem esteve no "trono" não se preocupou com o crescimento econômico-social da região. Não há empresas grandes que não sejam marcadas pela sigla "SARNEY" e a população costuma se contentar com migalhas.
Questionamento 2: Em quem acreditar????
Resposta: Alguém acha que ainda precisa responder???
Escrito por Micheline Galvão às 08h42
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não QUERO incomodar
Dessa vez não vou falar de fato algum! Nem do Papa, nem do Lula...
Vou falar de mim!
Isso mesmo... de mim!
Apesar de tanto tempo sem postar não vou falar sobre a visita de Bento XVI... e as supercoberturas jornalísticas que ninguém agüentava mais. Não vou falar do Lula, de sua entrevista coletiva para a grande mídia...seus comentários (in)felizes... Dessa vez não vou falar da Operação Navalha da Polícia Federal... nem vou falar nada sobre a prisão do ex-governador do meu Estado, José Reinaldo Tavares (pra quem não sabe é "ex" do Maranhão).
Não vou falar nem dele, nem de ninguém... Falarei de mim... do meu pensamento... inutilidades que não dizem respeito a ninguém...
Falarei da tarrachinha de um brinco de “ouro” que perdi às 6h30 da manhã... Falarei do lugar que alguém me cedeu no coletivo... da ligação de um amigo que sempre “atualiza” os fatos da minha terra natal... Falarei de uma "anônima" que ligou pra TV onde trabalho pedindo ajuda...
Falarei de tudo isso porque sei que estarei sendo cruel se eu começar a falar mal da visita do papa... porque acredito no que diz a PALAVRA e lá está bem explícito em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Não me atreverei a falar de Lula que “está quase chegando à perfeição”... se é assim... quem sou eu pra dizer alguma coisa? Muito menos citarei uma linha sequer sobre a Polícia Federal e sua operação que prendeu, entre outros “tubarões”, o ex-governador do Maranhão. Se o STF não concedeu habeas corpus a ele... quem sou eu para mandar soltá-lo??? Quem sou eu para provar que ele (pode) está sendo vítima de uma armadilha política estruturada com toda a perspicácia de um grande cacique daquele estado??? A REDE GLOBO não disse isso... “eu” vou dizer???
Melhor não!
Prefiro falar do que me rodeia. Falarei do que me faz sentir bem... falarei do porteiro do meu prédio que passou 15 minutos fora do seu local de trabalho me ajudando a procurar a “tarrachinha” do meu brinco! Se não fosse o porteiro!!!! Do senhor calvo que me viu cheia de livros na mão e cedeu o lugar no coletivo... Vou falar de Emanoel Pascoal... figura que tenho muita estima... que sempre faz um “DDD” ou pra jogar conversa fora...ou liga pra avisar que o filho de uma grande amiga nasceu...! Se não fosse meu amigo! Falarei de Regina, uma senhora que nem sei quem é, que ligou pra TV pedindo ajuda porque o filho teria que fazer uma cirurgia e o plano de saúde que ela pagava há 10 anos não autorizava o procedimento. Bastou um telefonema da “imprensa” que tudo se resolveu! Se não fosse Sílvio Santos!!!
Sabe... às vezes somos pequenos demais... impotentes demais para tentar mudar algo, ou mesmo trocar idéias com quem pode fazer isso. Os “deuses” têm mais o que fazer! Acredito que “o essencial é invisível aos olhos”, mas pouca gente consegue enxergar o que está nas entrelinhas. Por isso, talvez só por hoje, ou por algum tempo, prefiro falar do que posso fazer “ativamente” e prefiro falar com quem “pode falar diretamente” comigo, mesmo que isso não represente coisa alguma a alguém. Seja o porteiro, um grande amigo, uma anônima...
Só por hoje não ou falar de ninguém. Prefiro não incomodar. Vou falar da minha insignificância.
Escrito por Micheline Galvão às 01h14
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O GOL DE BUSH
Uma imagem aérea de um noticiário nacional me chamou atenção: milhares de manifestantes aglomerados na Avenida Paulista protestando contra a vinda do presidente dos Estados Unidos ao Brasil. Alguns não protestavam contra a visita em si, mas contra "ele" mesmo. Por quê? Tem gente que diz que ele quer dominar o mundo, ou reclama da política que faz com que muitos países permaneçam na lanterna do desenvolvimento, outros falam do "financiamento" das guerras... todos nós temos "n" motivos pra concordar, pra descordar, gostar ou não da vinda do "tal" presidente. Mas um nó ficou na garganta neste dia 8 de março de 2007: “eu não estava na Avenida Paulista protestando”. Apenas observei pela TV... teve até confusão...: polícia "do Brasil" contra "brasileiros", miseráveis retirados de seus lares improvisados, caos no trânsito... mas eu não estava nem no trânsito. Nem presa em algum lugar por causa de Bush. Eu tava no "ar-condicionado" olhando os meus irmãos de "nação" apanhar, derramar sangue e suor vestindo a camisa verde e amarela. A minha? Bem... hoje eu saí de verde "claro". Não era aquele “verde-escuro"! A chama meio apagada que nem fiz questão de "acender" antes de sair de casa talvez denunciasse o meu estado de "patriotismo", ou melhor, o meu “pouco caso” neste dia em que o presidente mais polêmico do mundo chegou ao Brasil. Quando eu tava na frente da TV e olhei aquela confusão, aquele corre-corre, aquelas faixas de FORA BUSH, me senti um ser apático, sem iniciativa. Lembrei das palavras do meu pai. Ele sempre fala que os jovens de hoje são pouco comprometidos com a política, com o social. Na época dele havia um fervor! A ditadura não perdoava, mas a juventude também não. Talvez tenha sido “aquela” a época mais produtiva culturalmente para o Brasil. A época em que vestir a camisa verde amarela significava dizer: Brasil, eu vou lutar por você! Mas nãããããão... a gente (me incluo) só diz que vai lutar a favor do bendito país de quatro em quatro anos, quando a seleção Brasileira de Futebol entra em campo. Os jogadores com seus salários milionários viram verdadeiros deuses e nós... sofremos, morremos e matamos por eles! Mas sem falar em futebol (que por sinal me deixou frustrada na última COPA!) quero falar de BUSH. A vinda dele ao Brasil está sendo muito significativa. Entendo desta forma porque pelo menos "meia dúzia" de milhares de BRASILEIROS estiveram na Paulista: levantaram cartazes, gritaram em megafones, enfrentaram a polícia, "picharam" muros. E eu? Repito: Eu tava no ar-acondicionado! Hoje no fim do dia fiquei triste porque depois de refletir queria pelo menos protestar num “muro”, podia ser até o muro do meu prédio, a parede do meu quarto... eu poderia ter usado uma fitinha verde "escuro" na testa, no braço.... . Mas não... eu não participei de nenhum protesto. Tava "quente" lá fora. O frio estava mais gostoso, cômodo.
Ah... "eles" (os manifestantes) que se matem! Eu não vou perder a aula por causa de Bush! - disse o pensamento que vestia "verde claro".
Quer saber?!
Bush deveria vir mais vezes ao Brasil! Isso mesmo!
Ele poderia visitar o país pelo menos uma vez por mês! Quem sabe assim aos poucos eu, e mais alguém, e mais alguém... se interessaria pela causa, e a meia dúzia de milhares se transformaria em milhão. Quem sabe assim o prefeito limparia mais vezes a cidade... quem sabe assim alguém se mexeria pelo menos esta vez ao mês! Acho que nasci na época errada. A ditadura "visível" era muito mais provocante, estimulante. Dava mais vontade de lutar, de ser "do contra", de ser a favor do bem. A ditadura camuflada é um convite à passividade. Prova disto: aqui estou eu. Sem ter participado de um pouco da história do país do futebol.
Escrito por Micheline Galvão às 00h37
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Ice Kiss ou Chocolate Nestlé?
Tudo é relativo. Cheguei a esta conclusão e vou com ela até que alguém me prove o contrário!
Os mais "conhecedores" do caso podem argumentar comigo sobre o assunto... Hoje, como todos os dias, abri o site G1, da Globo. Lá está estampada a seguinte manchete: "Gasolina é mais barata que água na Venezuela". De acordo com a matéria, a tal gasolina venezuelana custa 9 centavos de real; 1,5 litro de água mineral sai por 2 reais. Como pode??? Fiquei curiosa e continuei lendo... o fato é que o país tem a maior reserva de petróleo da América Latina e por isso a gasolina é vendida a preço de banana, ops.... banana não! É vendida a preço de bombons "Ice Kiss"! O que mais podemos comprar com menos de 10 centavos? Eu por exemplo não consigo usar minhas moedas de 5 centavos "isoladamente". O destino delas é certo: ou ela se junta a mais 5 centavos, e mais 5, e mais 5... e torna-se um valor relevante neste mundo capitalista, ou ela vai direto pra um "porquinho cor-de-rosa-choque" que comprei a R$ 17,00 na Imaginarium em 2005. De qualquer forma só consigo usar a moed"inha" junto com outros valores. Mas não é essa a discussão. Meu questionamento na verdade se deve ao fato de que, se por um lado na Venezuela a gasolina é tão barata, por outro o mesmo país enfrenta sérios problemas por causa disso: por conta da gasolina "Ice Kiss" a maioria dos habitantes não compra carro motor "mil"... aqueles que todo mundo no Brasil tem! Até eu tive um... andava pelo menos 14 quilômetros com um litro de gasolina. Era sofrível. Não os catorze quilômetros, mas o "preço" da gasolina. Aqui no Brasil a gasolina não é Ice Kiss... digamos que aqui ela seja assim um... chocolate Nestlé! Às vezes eu perguntava pro frentista se eu podia colocar "água" ao invés da gasolina! Na Venezuela essa troca de gasolina por água não iria agradar aos motoristas...! (risos) Lá, o preço da gasolina é tão barato que ninguém sai de casa a pé. Mesmo quem precisa andar uma quadra. Imagina o caos no trânsito? Os congestionamentos são infinitamente insuportáveis, o trânsito estressa os motoristas, fora os altos índices de poluição (tão protestada nos últimos dias com as discussões sobre as conseqüências do aquecimento global).
Ora, pra que serve a gasolina tão barata se os problemas se multiplicam? Pra que serve a gasolina tão cara se os problemas se somam? No Brasil há quem não saia de casa com o carro porque não tem dinheiro pra rodar todos os dias. Tem gente que tira o "1.0" da garagem só aos finais de semana e feriados. Tem gente que pensa em colocar "água" no tanque (tou falando com o espelho)... tem gente que não tem carro mesmo... e se espreme no transporte público ineficiente e superlotado do país.
Se a nossa gasolina é Nestlé, nós não emitimos tantos poluentes quanto os venezuelanos que fazem questão de sair de casa com seus possantes!
Se não saímos com os nossos possantes é porque a gasolina aqui é tão cara que o dinheiro só dá pra colocar gasolina no "1.0" (se tivesse um "0.1" seria melhor ainda!)
Se temos que economizar na "gasosa" pensamos duas vezes antes de sair de casa... pra um quarteirão ou até 10 quarteirões a gente usa as pernas... é bom pra saúde e pra camada de ozônio!
Se precisamos "andar" 10 quarteirões "corremos" o risco de perder o compromisso, ou chegar "suado"... de ser assaltado no meio do caminho...
Posso listar infinitos contrapontos. Posso amar o preço da gasolina venezuelana... odiar as conseqüências disto. Posso odiar o preço cobrado no Brasil, mas amar perder as "calorias" usando as pernas.
Sem hipocrisia confesso: adoraria ter dinheiro suficiente pra comprar um importado "infinitas" cilindradas e encher o tanque com bombons "Ice Kiss"!
Mas tudo é relativo. Quem se habilitar... que me prove o contrário!
Escrito por Micheline Galvão às 16h16
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DÁ UM TEMPO!
A idéia de criar este blog não veio de forma espontânea. Mas como a maioria das coisas que acontece na vida algumas "imposições" são necessárias para que possamos avançar, sair da "acomodação" e colocar o cérebro em funcionamento. No começo, confesso, não gostei muito da idéia. O professor de Edição Jornalística da minha faculdade "propôs" e, sem poder dizer "não", a turma foi "convidada" a criar seu blog. Cada um deve ter o seu, e aqui estou.
A resistência em publicar na internet se deve à uma "desculpa" que geralmente uso para não fazer algo: falta de tempo. Mas... falta de tempo? Sim... falta... de tempo! Vou explicar do começo: mudei pra São Paulo em junho de 2006. Esta cidade era meu sonho de "consumo": inúmeros cursos, possibilidade de crescimento profissional, melhores salários... diferente das perspectivas que já não me enchiam os olhos na cidade onde morava. Meu "doce lar" era em São Luís, capital do Maranhão. Lá costumava rodar pela cidade inteira e conseguia fazer várias tarefas durante o dia: acordava por volta de 6h30; saía pro trabalho, gastava em média 20 minutos no percurso casa-trabalho. Às vezes voltava pra casa, almoçava, descansava um pouco e saía correndo pra faculdade. Percurso faculdade-casa: 20 minutos. No final da tarde, ao sair da faculdade, meu destino era variado: shopping, curso de inglês, casa do namorado, cinema... ou voltava pra casa onde eu conseguia sentar, folhear livros, pesquisar, bater papo na internet, assistir TV e dormir! Percurso faculdade-qualquer lugar: 20 minutos... no máximo! Durante o dia inteiro 1 hora seria apenas para eu me deslocar. A vida era tranquila, o relógio até colaborava comigo e os dias eram "loooongos" e divertidos... produtivos? Às vezes! Naquela época eu nem pensava em blog! O trabalho e a faculdade ocupavam muito as minhas 23 horas restantes do dia... A praia, o cinema... eram mais "atraentes" ... e eu achava que não tinha tempo pra outras coisas! Mas tempo??? Eu não tinha??? Há exatos 8 meses tudo mudou: gasto QUATRO HORAS E MEIA só com deslocamentos e agora sinto falta "daquele" tempo que outrora "não tinha". Hoje acho que tinha sim... de sobra!
Em São Paulo o relógio virou meu inimigo "número 1". Em São Luís só olhava pra ele no fim do expediente do trabalho quando eu contava os segundos pra dizer: "tchau"! Lá eu não me lembro de um único relógio "público" usado para que os habitantes tenham noção do tempo... Na capital paulista relógio é o que não falta! Já sei decorado os pontos onde eles ficam instalados. Em algumas avenidas eles estão enfileirados a cada centena de metros. Quando chego no metrô lá estão eles! Parece que têm vida, parece que falam: "Você está atrasada!", "Você devia ter acordado mais cedo!", "Você não vai conseguir chegar à tempo!", "Você não tem 48 horas!". Pára!!! Por favor relógio... dá um tempo!? Tempo!? Sim... tempo... eu quero um tempo! Quero tempo pra acordar sem susto. Tempo pra chegar no horário certo do trabalho, pra almoçar decentemente, pra fazer as tarefas da faculdade, pra, pelo menos, "ir" pra faculdade, pro cinema no meio da semana, pra "namorar" não seria nada mal... (risos) Antes achava que não tinha tempo e agora eu acho que a vida passa por mim sem que eu produza algo significativo pra sociedade. Quando o "tal" professor surgiu com a proposta do blog logo pensei "calada": "Esse professor pensa que todo mundo tem tempo!". Hoje penso (escrevendo) diferente porque talvez eu tenha me dado conta de que realmente preciso dar minha contribuição social de alguma forma. Antes, quando eu podia fazer várias tarefas durante o dia inteiro não percebia que eu realmente precisava pensar como Jornalista. Era muito cômodo "bater o ponto", aparecer na TV, assinar a presença na faculdade e chegar cedo em casa. Oito meses em São Paulo me fizeram perceber o quanto o "tempo" é precioso. Em mim aquele velho desejo de algumas pessoas de "plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro"... e agora um blog, está mais aflorado. Se eu vou ter tempo para fazer isto? Não sei. Mas espero que pelo menos esse blog sirva como uma possibilidade de reflexão, de produção textual, de concretizar alguns pensamentos e/ou posicionamentos que ficam apenas "guardados" no cérebro e, na maioria das vezes, esquecidos. A imposição do professor, num primeiro momento entendida apenas como um "trabalho" da faculdade obrigatório, me fez refletir e chegar nesta conclusão.
Este espaço será destinado à comentários sobre assuntos do cotidiano. Quero falar sobre política, sem cair na utopia dos meus pensamentos, economia, sem encher a "moral" de Bush, esporte... sem mesmices infundadas, talvez moda... com um toque de pensamento crítico.
A partir deste blog "prometo" que o relógio não será meu inimigo. Ele será meu aliado. Me dirá que preciso cuidar da vida, observar a cidade, o estado o país e o mundo com olhos de uma Jornalista crítica, autêntica e verdadeiramente comprometida com a sociedade. De nada valerá minha formação acadêmica se este "exercício" não for cumprido.
Aos visitantes e amigos BOAS VINDAS. Críticas construtivas e sugestões de abordagens serão bem vindas. As destrutivas poderão virar temas a serem publicados. Ao professor de Edição Jornalística... "apesar de tarefa" desejo boas vindas também... Algumas madrugadas serão mal-dormidas, mas estou certa de que serão "produtivas", destinadas às publicações deste blog.
Escrito por Micheline Galvão às 15h04
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Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SAO LUIS, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo
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